GENTE QUE NÃO CONSOME AÇÚCAR.
Dr. DRAUZIO VARELLA. Tem 68 anos de idade, mas é um maratonista contumaz. Não come açúcar há mais de trinta anos. Deve ter lido o Sugar Blues. Apesar dele não consumir açúcar nunca li nada dele no sentido de influenciar as pessoas para assim como ele também não ingerirem açúcar. Parece aquela história de faça o que eu digo e não o que eu faço.
Nas sua palavras no artigo Eu corro: "Não tenho nenhum cuidado especial com alimentação. Antes do treino, bebo uma água de coco ou como uma fruta. Depois tomo café com leite e como pão, azeite e tomate. Não estou convencido de que existe um benefício real nesses géis e vitaminas, aminoácidos. Durante a maratona só bebo água, não tomo nem isotônico. Como CORTEI AÇÚCAR DA MINHA ALIMENTAÇÃO HÁ 34 ANOS"...
PEDRO BIAL. Pedro Bial é poeta e seu nome está associado ao programa Big Brother Brasil. Uma vez Ana Maria Braga convidou-o para tomar um café da manhã em seu programa o Mais Você. Creio que foi na hora em que Ana Maria deve ter oferecido a ele o açucareiro que Bial começou a falar dizendo que NÃO CONSUMIA AÇÚCAR. Num passe de mágica Ana Maria saiu de perto, a câmera deu um fade away, Bial praticamente ficou falando sozinho.
SERGIO CHARLAB. Já trabalhou ano caderno de informática do Jornal do Brasil e foi graças a ele que o JB foi o primeiro jornal brasileiro a ter uma versão digital. Depois ele foi trabalhar na Seleções do Reader's Digest, onde está até hoje. Fiquei sabendo que ele também NÃO CONSOME AÇÚCAR.
Como eles três deve ter muita gente que não consome essa pólvora branca causadora de cárie, obesidade, diabetes, etc. Lamento não denunciarem o veneno nem fazerem nada no sentido de alertar as pessoas.
O açúcar é o produto químico adicionado aos alimentos que deu origem à era das doenças degenerativas. Este blog pretende ser uma enciclopédia sobre a sacarose refinada (ou bruta). O ideal seria que fosse proibida a adição de açúcar aos alimentos, mas enquanto isso não acontece convidamos as pessoas a, individualmente, DAR AS COSTAS AO AÇÚCAR e verificar o que acontece à sua saúde.
domingo, 28 de julho de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
DEPOIMENTO DE UM VICIADO EM TODDYNHO
Faz um tempo que acompanho o Saúde Integral, meu nome é Lucas e tenho 20 anos e quero agradecer por esta iniciativa que deve ajudar muitas pessoas, obrigado.
Quando comecei adotar alguns métodos de alimentação como o vegetarianismo percebi nos primeiros dias que eu estava VICIADO nos produtos industrializados, minha alimentação carecia muito de frutas e verduras e a falta de exercício físico. E com o tempo percebi o resultado destes péssimos hábitos, comecei a sentir dores que antes não sentia, por exemplo, dor de cabeça, pequenos tremores em meu corpo, aumento da gordura abdominal e principalmente cansaço.
Não foi fácil, apesar de saber que o habito que eu estava adotando aos poucos me matava e continuava a cometer os velhos erros num “Eterno Retorno”. Mas, aos poucos comecei a questionar as minhas atitudes e agregar algo em minha personalidade que me possibilitaria crescer como pessoa, e resolvi estudar os assuntos relacionado a saúde (e o site saúde integral esta sempre na minha linha de estudo); de muito estudar, questionar, aos poucos percebi mudanças irredutíveis.
Cansado de cometer os mesmos erros e um estudo para agregar algo que acreditava ser o certo me ajudaram. Hoje em dia corro (até estou me preparando pra maratonas) pratico Dança de Salão aos finais de Semana e minha alimentação está muito melhor do que antes… claro, ainda tem coisas que pra mim são difíceis mas, EU CONFIO EM MIM.
E continue sempre atualizando o site, que estará ajudando muitas pessoas e eu posso dizer que eu sou exemplo desta pessoa que esta melhorando através das informações, mais uma vez obrigado!
Este depoimento é um comentário ao artigo Toddynho não é alimento, do portal Saúde Integral. Coloquei este texto três vezes no facebook que o deletou. Quero ver se vão invadir o Blog.
COMENTS; E abaixo o comentário que deixei lá no Saúde Integral:
Todinho e seus pares “achocolatados” para começar não têm nada a ver com chocolate. O chocolate original dos astecas era uma bebida obtida da torrefação da semente do cacau. A manteiga de cacau era parte integrante da bebida, adoçada com mel de abelha e eles conheciam a baunilha para dar sabor. Isso que se vende com o nome de “chocolate” é uma baita falsificação. Da contrafação atual foi retirada toda a manteiga do cacau, substituída por margarina (óleo vegetal hidrogenado), incluído leite condensado (leite e muito açúcar). Outros ingredientes são usados como lecitina de soja, etc. E mais chocante ainda é que a farsa continua. Tenho visto barras de chocolate mencionando altos teores ou concentração de “cacau”, como se isso fosse uma virtude. Como disse no começo chocolate é a semente torrada e moída. Esse “cacau” alardeado é a polpa da fruta que nunca teve a ver com chocolate. Ou seja estão vendendo chocolate falsificado com o próprio cacau para iludir a todos. E para finalizar queria ressaltar que o problema do Todinho, do Nescáu e seus concorrentes mais baratos é o AÇÚCAR que eles enviam para o corpinho de nossas crianças. Açúcar é responsável direto por várias epidemias entre elas cárie dental, obesidade e diabete.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
OMS CONFIRMA RELAÇÃO ENTRE AÇÚCAR E OBESIDADE E VAI DIVULGAR NOVAS MEDIDAS
[interpolações de Fernando entre colchetes]
Jamil Chade
Estadão - 05/06/2013
GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirma a relação entre o consumo de açúcar e obesidade e vai divulgar, em julho, medidas que espera que governos adotem para reduzir a incidência do problema que já afeta 43 milhões de crianças de menos de 5 anos pelo mundo... [Nos casos mais graves como no Brooklin a obesidade somada com o sobrepeso já afeta 70% da populaçao]... O que mais impressiona a entidade é que 75% dessas crianças obesas ou fora do peso estão em países em desenvolvimento, um número que poderá aumentar de forma exponencial até 2020. O tema promete ser polêmico, já que nos últimos dez anos governos como o do Brasil e outros exportadores de açúcar fizeram de tudo para frear qualquer iniciativa da OMS em relação ao consumo de açúcar, alegando que essa não seria a forma de lidar com a obesidade.
[Conto a história dessa ação do lobby dos traficantes de açúcar no meus: "O livro negro do açúcar", pdf grátis e a versão nas livrarias "Açúcar o perigo doce"]
Em 2002, a entidade apresentou um primeiro estudo, sugerindo que seria benéfico a redução do consumo de açúcar, principalmente para as crianças. A RECOMENDAÇÃO ERA DE QUE UM LIMITE DE 10% FOSSE IMPOSTO NO CONSUMO DE AÇÚCAR, no total de energia consumida em média por uma pessoa...
[Está um pouco confusa a redação desse último parágrafo, a OMS propõe um TETO de 10% para o consumo de açúcar em relação às calorias totais diárias ingeridas por uma pessoa. Para ficar bem claro trata-se de AÇÚCAR DE CANA adicionado em relação às calorias totais que incluem calorias de gorduras, proteínas e açúcares naturais]...
A medida foi duramente atacada por lobbies de empresas do setor e contou com a ajuda do governo brasileiro. Diante da pressão, a OMS abandonou seu projeto por anos e passou a atacar a obesidade por outras dimensões.
Agora, a OMS quer usar uma estratégia científica para fazer avançar uma vez mais a agenda. Em dezembro de 2012, um primeiro artigo científico foi publicado em conjunto pela OMS e pelo British Medical Journal. A constatação foi de que existia de fato uma correlação entre uma pessoa acima do peso, obesidade e o consumo de açúcar daquele indivíduo. "Claro que existem outros fatores na dieta alimentar de uma pessoa", explicou Francesco Branca, diretor do Departamento de Nutrição da OMS. "Mas a correlação ficou clara", disse.
Tema controvertido
O próximo passo será o de usar esse estudo científico para justamente justificar uma série de recomendações que serão colocadas para o debate em julho pela OMS. Segundo Branca, as propostas vão desde retirar de escolas a venda de refrigerantes – substituindo a bebida por água – até a elevação de impostos sobre certos produtos considerados como tendo uma taxa de açúcar elevada. "Isso já ocorre na Suécia e na Hungria", destacou o especialista. Mas ele mesmo admite que o tema é "controvertido"...
[Cesar Maia quando foi prefeito do Rio de Janeiro publicou um decreto proibindo a venda de guloseimas nas escolas públicas e até a propaganda delas nos arredores das escolas]
Ele [Francesco Branca] admite que existe um "lobby" por parte de um grupo de países...
[São os traficantes internacionais de açúcar os Estados Unidos, o Brasil e os puxa-sacos Ilhas Maurício, Suazilândia, Paquistão e Filipinas. Cuba, envergonhada, deu um apoio de bastidores]...
Mas insiste em apontar para a gravidade do assunto. Na quarta-feira, 5, na apresentação de um novo informe ao lado da publicação inglesa Lancet, a OMS deixou claro que teme que países emergentes que estejam passando por uma fase de crescimento estão se descuidando da questão da obesidade.
A OMS não nega a dificuldade que enfrentam países que ao mesmo tempo contam com uma forte população de famintos e um problema cada vez maior de obesidade. Nos países ricos, 14% da população é considerada obesa ou fora do peso. Na América Latina e na África, essa taxa é ainda de 7%. Mas é a expansão no número de casos que assusta a OMS. "Em países emergentes que estão crescendo, estamos vendo uma transformação no sistema alimentar e nos hábitos e isso está tendo um impacto", insistiu. O que também pesa é que, entre camadas da população com uma renda mais baixa, há uma clara opção por alimentos com forte dose de energia, mas nem sempre adequada. Isso também estaria criando a situação de países que ao mesmo tempo precisam lidar com a fome e a obesidade, numa mesma sociedade.
[interpolações de Fernando entre colchetes]
Jamil Chade
Estadão - 05/06/2013
GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirma a relação entre o consumo de açúcar e obesidade e vai divulgar, em julho, medidas que espera que governos adotem para reduzir a incidência do problema que já afeta 43 milhões de crianças de menos de 5 anos pelo mundo... [Nos casos mais graves como no Brooklin a obesidade somada com o sobrepeso já afeta 70% da populaçao]... O que mais impressiona a entidade é que 75% dessas crianças obesas ou fora do peso estão em países em desenvolvimento, um número que poderá aumentar de forma exponencial até 2020. O tema promete ser polêmico, já que nos últimos dez anos governos como o do Brasil e outros exportadores de açúcar fizeram de tudo para frear qualquer iniciativa da OMS em relação ao consumo de açúcar, alegando que essa não seria a forma de lidar com a obesidade.
[Conto a história dessa ação do lobby dos traficantes de açúcar no meus: "O livro negro do açúcar", pdf grátis e a versão nas livrarias "Açúcar o perigo doce"]
Em 2002, a entidade apresentou um primeiro estudo, sugerindo que seria benéfico a redução do consumo de açúcar, principalmente para as crianças. A RECOMENDAÇÃO ERA DE QUE UM LIMITE DE 10% FOSSE IMPOSTO NO CONSUMO DE AÇÚCAR, no total de energia consumida em média por uma pessoa...
[Está um pouco confusa a redação desse último parágrafo, a OMS propõe um TETO de 10% para o consumo de açúcar em relação às calorias totais diárias ingeridas por uma pessoa. Para ficar bem claro trata-se de AÇÚCAR DE CANA adicionado em relação às calorias totais que incluem calorias de gorduras, proteínas e açúcares naturais]...
A medida foi duramente atacada por lobbies de empresas do setor e contou com a ajuda do governo brasileiro. Diante da pressão, a OMS abandonou seu projeto por anos e passou a atacar a obesidade por outras dimensões.
Agora, a OMS quer usar uma estratégia científica para fazer avançar uma vez mais a agenda. Em dezembro de 2012, um primeiro artigo científico foi publicado em conjunto pela OMS e pelo British Medical Journal. A constatação foi de que existia de fato uma correlação entre uma pessoa acima do peso, obesidade e o consumo de açúcar daquele indivíduo. "Claro que existem outros fatores na dieta alimentar de uma pessoa", explicou Francesco Branca, diretor do Departamento de Nutrição da OMS. "Mas a correlação ficou clara", disse.
Tema controvertido
O próximo passo será o de usar esse estudo científico para justamente justificar uma série de recomendações que serão colocadas para o debate em julho pela OMS. Segundo Branca, as propostas vão desde retirar de escolas a venda de refrigerantes – substituindo a bebida por água – até a elevação de impostos sobre certos produtos considerados como tendo uma taxa de açúcar elevada. "Isso já ocorre na Suécia e na Hungria", destacou o especialista. Mas ele mesmo admite que o tema é "controvertido"...
[Cesar Maia quando foi prefeito do Rio de Janeiro publicou um decreto proibindo a venda de guloseimas nas escolas públicas e até a propaganda delas nos arredores das escolas]
Ele [Francesco Branca] admite que existe um "lobby" por parte de um grupo de países...
[São os traficantes internacionais de açúcar os Estados Unidos, o Brasil e os puxa-sacos Ilhas Maurício, Suazilândia, Paquistão e Filipinas. Cuba, envergonhada, deu um apoio de bastidores]...
Mas insiste em apontar para a gravidade do assunto. Na quarta-feira, 5, na apresentação de um novo informe ao lado da publicação inglesa Lancet, a OMS deixou claro que teme que países emergentes que estejam passando por uma fase de crescimento estão se descuidando da questão da obesidade.
A OMS não nega a dificuldade que enfrentam países que ao mesmo tempo contam com uma forte população de famintos e um problema cada vez maior de obesidade. Nos países ricos, 14% da população é considerada obesa ou fora do peso. Na América Latina e na África, essa taxa é ainda de 7%. Mas é a expansão no número de casos que assusta a OMS. "Em países emergentes que estão crescendo, estamos vendo uma transformação no sistema alimentar e nos hábitos e isso está tendo um impacto", insistiu. O que também pesa é que, entre camadas da população com uma renda mais baixa, há uma clara opção por alimentos com forte dose de energia, mas nem sempre adequada. Isso também estaria criando a situação de países que ao mesmo tempo precisam lidar com a fome e a obesidade, numa mesma sociedade.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
A VIDA COMO ELA É NO REGIME CAPITALISTA (OFF TOPIC)
Por ocasião do falecimento de Roberto Civita, a TV Globo divulgou em seus jornais trechos de fala do continuador da obra de Victor Civita. O conteúdo era uma defesa da iniciativa privada, da livre concorrência, da liberdade de imprensa e da propaganda, que eram apresentados como pressupostos da democracia. Um resumo do bla bla bla liberal.
Vejamos agora na realidade, a vida como ela é no regime capitalista. Uma imensa roubalheira organizada constituída de máfias setoriais e de segmentos, máfias legais e máfias informais.
A prefeitura do Rio de Janeiro, certamente aproveitando o clamor público desfavorável às vans por estes veículos com seus vidros escuros terem sido usados como estupródromos ambulantes, retirou de circulação as vans (começando pela Zona Sul). Os usuários tiveram que migrar para os ônibus (locus de estupros tanto quanto as vans). Por conta desse aumento de demanda, a prefeitura autorizou um aumento na frota de ônibus circulando pela cidade.
À despeito desse presente dado pela prefeitura aos donos de empresas de ônibus, o preço das passagens acabou de aumentar, de R$2,75 para R$2,95. Passagem de ônibus está tão cara que se uma família de quatro pessoas precisar tomar dois ônibus por dia (ida e volta para o trabalho ou a escola) um salário mínimo não é suficiente para cobrir essa despesa.
O insuspeito ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, fala eufemisticamente na existência de “empresas comensalistas”. O “comensalismo” é a relação entre o poder público e empresas privadas onde ambos saem de barriga cheia e o povo fica com fome.
Além desse aporte de dinheiro representado pela assimilação dos usuários das vans, as empresas de ônibus estão veiculando propaganda no serviço de TV oferecido aos passageiros. Nas telinhas de TV de alta definição já vi publicidade dos governos federal, estadual e municipal, além das grandes empresas privadas. Os donos de empresas de ônibus também “economizam” usando microônibus nos quais o motorista é explorado também como cobrador. Explorando a população do jeito que exploram os ônibus entraram na lógica orwelliana (1984) e carregam câmeras de filmar instaladas em três pontos do veículo. E a prefeitura está prometendo tornar obrigatório o uso de ar condicionado em toda a frota.
Uma pergunta que fica no ar por que o aumento de faturamento representado pelo fim das vans e pela propaganda exibida aos passageiros não são usados para diminuir o preço das tarifas?
Já disse em outra ocasião que o direito de ir e vir no mundo moderno não é o direito de andar a pé. Trabalho, escola, lazer tudo isso exige o uso de ônibus (pelo menos). Ônibus a rigor devia ser um serviço público gratuito para que o direito de ir e vir seja uma realidade.
No capitalismo é apenas mais uma atividade passível de exploração pelos magnatas do lucro e da corrupção.
Por ocasião do falecimento de Roberto Civita, a TV Globo divulgou em seus jornais trechos de fala do continuador da obra de Victor Civita. O conteúdo era uma defesa da iniciativa privada, da livre concorrência, da liberdade de imprensa e da propaganda, que eram apresentados como pressupostos da democracia. Um resumo do bla bla bla liberal.
Vejamos agora na realidade, a vida como ela é no regime capitalista. Uma imensa roubalheira organizada constituída de máfias setoriais e de segmentos, máfias legais e máfias informais.
A prefeitura do Rio de Janeiro, certamente aproveitando o clamor público desfavorável às vans por estes veículos com seus vidros escuros terem sido usados como estupródromos ambulantes, retirou de circulação as vans (começando pela Zona Sul). Os usuários tiveram que migrar para os ônibus (locus de estupros tanto quanto as vans). Por conta desse aumento de demanda, a prefeitura autorizou um aumento na frota de ônibus circulando pela cidade.
À despeito desse presente dado pela prefeitura aos donos de empresas de ônibus, o preço das passagens acabou de aumentar, de R$2,75 para R$2,95. Passagem de ônibus está tão cara que se uma família de quatro pessoas precisar tomar dois ônibus por dia (ida e volta para o trabalho ou a escola) um salário mínimo não é suficiente para cobrir essa despesa.
O insuspeito ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, fala eufemisticamente na existência de “empresas comensalistas”. O “comensalismo” é a relação entre o poder público e empresas privadas onde ambos saem de barriga cheia e o povo fica com fome.
Além desse aporte de dinheiro representado pela assimilação dos usuários das vans, as empresas de ônibus estão veiculando propaganda no serviço de TV oferecido aos passageiros. Nas telinhas de TV de alta definição já vi publicidade dos governos federal, estadual e municipal, além das grandes empresas privadas. Os donos de empresas de ônibus também “economizam” usando microônibus nos quais o motorista é explorado também como cobrador. Explorando a população do jeito que exploram os ônibus entraram na lógica orwelliana (1984) e carregam câmeras de filmar instaladas em três pontos do veículo. E a prefeitura está prometendo tornar obrigatório o uso de ar condicionado em toda a frota.
Uma pergunta que fica no ar por que o aumento de faturamento representado pelo fim das vans e pela propaganda exibida aos passageiros não são usados para diminuir o preço das tarifas?
Já disse em outra ocasião que o direito de ir e vir no mundo moderno não é o direito de andar a pé. Trabalho, escola, lazer tudo isso exige o uso de ônibus (pelo menos). Ônibus a rigor devia ser um serviço público gratuito para que o direito de ir e vir seja uma realidade.
No capitalismo é apenas mais uma atividade passível de exploração pelos magnatas do lucro e da corrupção.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
SERÁ QUE EU SALGUEI A SANTA CEIA ?
Na novela "Amor à vida" o doutor Felix, misto de viado e vilão, interpretado pelo ator Mateus Solano repete muito essa expressão: "Será que eu salguei a Santa Ceia?" tanto que já conseguiu acionar o meu desconfiômetro conspiracionista. A expressão clássica é "Será que eu joguei pedra na cruz".
Está me parecendo uma iniciativa dos traficantes de açúcar para queimar o filme do sal e livrar a cara do açúcar.
Vejam bem, o sal faz parte da Santa Ceia, ele está presente no pão. E se na Santa Ceia tiver carne e queijo, o sal lá estará.
Se alguém tivesse salgado a santa ceia, isso iria provocar sede nos apóstolos, eles beberiam mais água, depois dariam uma boa mijada e o problema estaria resolvido.
Agora imaginem se do doutor Felix tivesse açucarado a dieta do santo grupo, inclusive a Santa Ceia, introduzindo uma sobremesa de pudim de leite condensado por exemplo, ou colocando açúcar no vinho transformando-o num vinho "suave" ou, pior ainda "licoroso"; ou tivesse transformado o pão de sal dos apóstolos num pão doce. Isso iria provocar cárie dentária nos apóstolos, obesidade e doenças cardiovasculares. A expressão politicamente correta, portanto, é: "Será que eu coloquei açúcar na Santa Ceia?"
Na novela "Amor à vida" o doutor Felix, misto de viado e vilão, interpretado pelo ator Mateus Solano repete muito essa expressão: "Será que eu salguei a Santa Ceia?" tanto que já conseguiu acionar o meu desconfiômetro conspiracionista. A expressão clássica é "Será que eu joguei pedra na cruz".
Está me parecendo uma iniciativa dos traficantes de açúcar para queimar o filme do sal e livrar a cara do açúcar.
Vejam bem, o sal faz parte da Santa Ceia, ele está presente no pão. E se na Santa Ceia tiver carne e queijo, o sal lá estará.
Se alguém tivesse salgado a santa ceia, isso iria provocar sede nos apóstolos, eles beberiam mais água, depois dariam uma boa mijada e o problema estaria resolvido.
Agora imaginem se do doutor Felix tivesse açucarado a dieta do santo grupo, inclusive a Santa Ceia, introduzindo uma sobremesa de pudim de leite condensado por exemplo, ou colocando açúcar no vinho transformando-o num vinho "suave" ou, pior ainda "licoroso"; ou tivesse transformado o pão de sal dos apóstolos num pão doce. Isso iria provocar cárie dentária nos apóstolos, obesidade e doenças cardiovasculares. A expressão politicamente correta, portanto, é: "Será que eu coloquei açúcar na Santa Ceia?"
domingo, 2 de junho de 2013
O MUNDO ESCURO DE J. R. GUZZO
Por Fernando Carvalho autor de “Açúcar o perigo doce”
Em seu artigo na revista “Veja”
de 24/04/2013, J. R. Guzzo afirma que no mundo kafkiano em que vivemos,
qualquer pessoa pode ser considerada culpada de alguma coisa “mesmo que não saiba disso”. Segundo o
colunista da “Veja” isso começou depois do desmoronamento da ideia geral que
dividia o mundo em direita e esquerda.
O campo do “bem”, que se
confundia com a esquerda, se fragmentou em movimentos que defendem ou condenam
qualquer tipo de “causa” (da
preservação das borboletas do Afeganistão ao desmonte de uma usina hidrelétrica
na Amazônia).
E os “donos ou os militantes dessas causas”, ainda segundo Guzzo, é que definem as noções de certo ou errado,
bem ou mal, justo ou injusto e obrigam
todos a adotar uma postura necessariamente “correta” ou “incorreta”
em relação às suas causas.
Os tradicionais valores morais
como integridade, decência , gratidão, generosidade, cortesia, perderam
importância. Por mais honrada que seja, uma pessoa poderá ser incriminada se
não concordar com as bandeiras em voga, ser indiferente a elas, ou não saber
que existem.
Para J. R. Guzzo tais movimentos
possuem características de seitas de fanáticos. “Todas essas cruzadas se declaram proprietárias exclusivas do bem”.
Os dirigentes e militantes dessas “causas”
se julgam “moralmente superiores” e
exigem que todos abram mão de seu direito de raciocinar e simplesmente
concordem com eles. Para JRG está-se engendrando pouco a pouco “uma nova forma de totalitarismo”. Para
ilustrar Guzzo lembra que Gisele Bundchen propõe uma “lei internacional”
obrigando todas as mães de crianças pequenas a amamentar seus filhos. Para JRG
isso é a manifestação de um “desejo de
mandar no comportamento dos outros” e cita o psicanalista Contardo
Calligaris segundo o qual Gisele quer apenas “afirmar e consolidar seu poder sobre nós”. Esse parágrafo sem
querer respingou em mim que também defendo que seja proibida por lei a adição
de açúcar aos alimentos com o objetivo de acabar com as epidemias de cárie,
diabetes, obesidade, etc. “Ditador!” resmungarão J. R. Guzzo e Calligaris.
Ditador não, ao contrário, eu quero acabar com a “ditadura do açúcar”, ou
quando você entra num supermercado e compra um biscoito de “água e sal” e
descobre que o bicho contém açúcar, você não está sendo vítima de uma ditadura
que empurra açúcar goela abaixo da população?
Um caso ilustrativo dessa realidade moderna
que muito incomodou JRG, foi o fato de uma agência de propaganda ter feito um
anúncio para a Vokswagen onde aparecia um gato preto como símbolo de azar. Até
que grupos que defendem a causa dos gatos, “de
qualquer cor”, pressionaram a empresa para que o comercial fosse retirado
do ar. “Ganharam: a Volksvagen ficou com
medo do movimento pró-gato e cancelou o anúncio”, lamenta JRG para quem a “pressão bruta” dos defensores dos gatos é da mesma natureza de uma ditadura
que censura a imprensa, “o resultado é o
mesmo: aquilo que deveria ter sido publicado não o foi”. Por falar nos
defensores dos gatos, o pessoal já implicou com o clássico da literatura
infantil que reza: “Atirei o pau no
gato-tô, mas o gato-tô não morreu reu-reu”. Talvez esteja havendo exageros
do pro-gato típicos da infância de todo movimento social. Mas que o menino da
musiquinha é um sádico é. Queria ter matado o gato com apenas uma paulada.
Gostaria de defender aqui uma opinião diferente da de J. R. Guzzo, e
favorável aos defensores dos gatos pretos, das baleias e das borboletas do
Afeganistão. Quando o mundo era dividido em direita e esquerda, ou seja entre capitalismo
e socialismo, o mal era o capitalismo (exploração do homem pelo homem) e o bem
o socialismo, pelo menos teoricamente, (uma sociedade igualitária sem ricos nem
pobres). Ocorre que a defesa do socialismo no contexto do capitalismo aparecia
como a defesa de uma “ideologia exótica”, a defesa de uma “sociedade alternativa”.
O socialismo era “outra coisa” que tinha até marca e logotipo (a cor vermelha e
a foice e o martelo). Uma organização (o partido) e os militantes. Com a
dissolução da “utopia” socialista/comunista, as vítimas do capitalismo perderam
sua “causa única” e dissolveram-se nas “mil causas” que tanto incomodam J. R.
Guzzo.
Vamos ver agora o que isso tem de
bom: Que aconteceria se as baleias ficassem a mercê dos grandes navios
pesqueiros japoneses? Se os filhotes de focas e chinchilas ficassem a mercê de
da indústria de moda? Se as terras dos índios ficassem a mercê de
“agricultores” e “pecuaristas”? Os ursos pretos asiáticos à mercê dos
caçadores? A mata atlântica, a Amazônia e o pantanal matogtossense a mercê dos
usineiros de açúcar e álcool? Os papagaios e araras azuis a mercê dos
contrabandistas de aves silvestres? As ervas medicinais da Amazônia a mercê do
contrabando à serviço da indústria farmacêutica estrangeira? Se a indústria de
armas ficassem a mercê daqueles que lucram com elas? As mulheres a mercê dos
estupradores? As crianças a mercê dos pedófilos? Os gays a mercê dos homófobos?
Pequenos agricultores sem-terra a mercê dos grandes proprietários rurais?
Segundo J.R. Guzzo essas causas
“se multiplicam sem parar, não têm nenhuma conexão entre si”. Ledo engano, as
forças do bem possuem uma motivação básica, são costuradas pela linha do Direito. A demarcação de terras indígenas;
o direito de voto para as mulheres e menores de 16 anos; o direito das
minorias; a acessibilidade para os portadores de necessidades especiais; a
demarcação de áreas de proteção ambiental; a preocupação com a ecologia e a
sustentabilidade; o direito dos animais, a proibição seletiva da caça e da
pesca, etc., são um único e mesmo movimento que luta pelo direito de todos. Os
judeus por exemplo, muito antes da atual explosão de “causas e movimentos”, nos
anos 50 do século XX, por meio do advogado Fernando Levisky, deu início a uma
“causa”: expurgar dos dicionários brasileiros os vocábulos com acepções
pejorativas e ofensivas à dignidade das pessoas. O Dr. Levisky era judeu e não
se conformava com os significados da palavra “judeu” e termos derivados como o
de uso correntíssimo “judiar” constantes nos dicionários. O “movimento” não se
limitava a reabilitar o vocábulo judeu, pretendia escoimar de significados
pejorativos termos como negro, paulista, baiano, paraíba, galego, etc. A
campanha de Fernando Levisky teve repercussão e gerou o livro do jornalista
Queirós Junior, Vocábulos no banco dos
réus.
J. R. Guzzo se incomoda com a
constituição de movimentos e causas para defender as vítimas dessa sociedade
injusta, excludente e alienante na qual vivemos de seus carrascos.
O fato é que temos motivos para
comemorar, houve um grande avanço no movimento das “forças do bem”. Não mais se
luta por uma “ideologia exótica”, uma “sociedade alternativa”, uma “utopia”. A luta é para transformar o mundo em que
vivemos. Não mais se espera por uma revolução socialista redentora que
nunca chegava. Trata-se agora de mobilizar toda a população por seus direitos e
para ir corrigindo as distorções, algumas do tempo em que o país possuía
escravos, mesmo. A polícia hoje praticamente já é dependente do Disk Denúncia,
sem a ajuda da população das comunidades que estão sendo libertadas da
influência de traficantes de drogas a polícia não teria alcançado as vitórias
que alcançou.
Isso é apenas o começo da história. Duas
causas de importância fundamental é a que exige transparência das operações que
envolvem dinheiro público, o objetivo é acabar com a corrupção. E a que propõe
a democracia direta, a atual tecnologia da informação já permite isso, os
eleitores podem votar os grandes temas tocando o dedo no seu smartphone.
Técnicos legislativos se encarregam de redigir as leis. Deputados e senadores
vão virar peças de museu. O objetivo final é a proibição da fabricação de armas
atômicas, químicas e biológicas; a eliminação das diferenças nacionais, a
adoção da solidariedade como método nas relações internacionais de modo que o
resultado seja um mundo onde se possa viver em paz. Nada de “atirei o pau no
gato”.
“BRASILEIRO É TÃO BONZINHO” (Kate Lira)
Por
Fernando Carvalho autor de “Açúcar o perigo doce”, editora Alaúde.
E administrador deste blog.
Na revista
Veja de 20/04/2013, a escritora Lya Luft tratou da violência nossa de cada dia.
Para quem não sabe o Brasil é um dos países mais violentos do mundo, aqui morre muito
mais gente vítimas de armas de fogo que na Síria, atualmente em guerra civil.
Lya chamou a atenção para a epidemia de violência, os arrastões nos
restaurantes de São Paulo (no Rio é em túneis e engarrafamentos), a onda de
violência que invade nossas casas, apartamentos e sítios. E a exuberância
irracional da violência: menores de idade que já saem de casa “com vontade de
matar”. E não só matam: estupram, violentam, chacinam inocentes. “O crime se
tornou banal, a vida vale quase nada” arremata Lya. Jovens assaltantes atearam fogo a uma
dentista porque ela não tinha dinheiro.
Infelizmente
o diagnóstico de Lya é parcial, focaliza apenas a violência dirigida à classe
média que diante da violência se esconde atrás das grades que cercam os
edifícios onde moram, dos arames farpados e cercas eletrificadas que adornam os
muros altos que cercam suas propriedades e dos carros blindados.
No que diz
respeito à violência brasileira, o buraco é mais embaixo. A meu ver, a
violência que respinga na classe média é decorrência da que se abate sobre as
classes subalternas. O fogo que imolou a dentista que não tinha dinheiro para
os assaltantes é o mesmo que esturricou o índio Galdino de Jesus em Brasília,
fogo colocado por jovens de classe média, um deles filho de um juiz de direito.
É o mesmo fogo que carboniza mendigos e habitantes da rua Brasil afora.
Violência que tem até um lado “mudo”, a prefeitura do Rio de Janeiro retirou os
bancos dos pontos de ônibus e não tem colocado bancos nas praças novas ou nas
que são restauradas. Mendigos e moradores de rua não possuem o direito nem de
descansar ou dormir num banco de praça. Essa violência silenciosa (que respinga nos idosos que ficaram sem ter onde sentar)
não seria um convite à violência gritante
contra os pobres?
Lya Luft
reclama contra a responsabilidade criminal aplicável apenas após dezoito anos
completos e lembra que em países civilizados como Canadá e Holanda é de doze
anos. Reclama de não poder chamar de “assassinos” esses pimpolhos de 15 anos. “Jovens monstros, assassinos frios, sem
remorso, drogados ou simplesmente psicopatas (que) saem para matar e depois vão
beber no bar, jogar na lan house, curtir o Facebook, com cara de bons meninos”.
E faz um desabafo dramático: “Hoje a
população, apavorada, está nas mãos de criminosos”. E conclui quase
clamando por uma solução, quase exortando as autoridades a apresentarem uma
solução: “Estamos indefesos e apavorados,
nas mãos do acaso. Até quando?”.
Lya há
algum tempo se indispôs com os ecologistas por causa das baleias, pelo fato
dela dizer que se emocionava com gente e não com os enormes mamíferos dos
mares. Lya também durante o plebiscito do desarmamento votou favoravelmente ao
comércio de armas. Desses precedentes concluí que entre gente e bichos ela
prefere gente, mas entre gente e a propriedade privada ela, pequeno-burguesa,
prefere a propriedade.
É
lamentável que Lya Luft esteja tão obnubilada pelo medo que toma conta da
classe média. Não se pode colocar no mesmo saco assassinos, drogados e
psicopatas. De nada vai adiantar encher as cadeias com meninos de 12 anos.
Lya Luft
não escreveu nem uma linha sobre o caldo de cultura que alimenta a violência
brasileira, a moldura social na qual se move o povo brasileiro, fatores que
levam uma mulher a jogar um bebê no lixo. E os sobreviventes são empurrados pela
vida para a cracolândia.
O Brasil é
uma fábrica de doentes e marginais. Se nossa infância e juventude fossem
educadas com base numa paidéia no
sentido grego antigo e alimentadas com comida em vez de uma ração açucarada, a
pressão por hospitais e médicos, presídios e policiais, seria menor.
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